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Diário de um Universitário #12

Setembro 29, 2009 · 1 Comentário

A bicicleta é um invenção europeia do século XIX, mas dizem que num certo museu há desenhos de Leonardo Da Vinci que representariam bem uma bicicleta. Debates a parte, sei que uma bicicleta guardada por quase seis meses pode enferrujar facilmente, foi por isso que decidi arrumar o pneumático da minha e passear num sábado florianopolitano. Foi a tarde toda de densas pedaladas que se completaram em quatro voltas por toda a Beira-Mar (uns 20km?) acompanhado de uma amiga.

Sábado à noite foi marcado por escolhas: flambada espanhola com os amigos ou leitura de contos na Barca dos Livros? Como o tempo não ajudou, não fui nem em um nem em outro. Decidi por assistir ao filme “O Contador de Histórias” e não me arrependo pela escolha. O filme, produção nacional, é excelente, cativante, bem roteirizado e o melhor, uma história real. Trata-se de alguns momentos decisivos na vida de Roberto Carlos Ramos, um contador de histórias que está entre os dez melhores do mundo!

Marguerite e Roberto

Marguerite e Roberto

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Diário de um Universitário #11

Agosto 5, 2009 · 2 Comentários

Enfim, a segunda fase! Estava ansioso por isso, pois seria um semestre de escolhas (e que escolhas!).

Depois de uma semana de aula, com três livros para ler e um seminário para desenvolver sobre Catalogação e Second Life (sabe algo sobre isso? o que está esperando em enviar um e-mail então?! rs) mais a caminhada às quintas-feiras às 7:30 antes de três aulas de Teorias Administrativas; eis que resolvi dedicar a minha tarde, que eram preenchidas por boas sonecas (não estou mais trabalhando), por algo mais construtivo.

Na segunda-feira fui à Livraria Livros e Livros na UFSC. Como eu precisava comprar um livro do Weber e mais o presente de aniversário do meu irmão (com meros dois meses de atraso!), fiquei um bom tempo por lá. É um ótimo espaço e para quem é de Florianópolis vale a pena conferir.

Como eu precisava aproveitar este tempo livre e “pagar” as visitas que devia desde antes do recesso, a tarde de ontem foi dedicada a uma visita à biblioteca do SESC. Cheguei perto de 13:15 e minha amiga de sala mostrou um pouco da biblioteca e depois deixou-me à vontade. Li Revista Bravo e passei os olhos por todas as estantes. É claro que não deixei de observar a estrutura, que ao mesmo tempo em que é moderna, é muito aconchegante. Adorei a disposição das luminárias – que se voltam às mesas para ter um maior alcance de iluminação -, os móveis elegantes e confortáveis, mas nada, NADA se compara ao chão. Sim, chão! Adeus aos barulhos irritantes dos passos (o que falar das madames com seus saltos galopantes?). Aquele chão é incrível, parece que saiu de um filme de fantasia, ou que ele tem uma tecnologia de absorção de barulho… sei lá, simplesmente magnífico! Passei a tarde toda lendo Objecto Quase do inigualável José Saramago (preciso voltar lá para ler os dois últimos contos).

Depois visitei alguns sebos do centro, procurando por alguns títulos. Voltei para casa perto das 19 horas e dentro de uma hora, aula na UFSC.

Termino com esta pequena citação retirada de um livro* que eu li já faz um tempo e coube perfeitamente à “reclamação” da Andreia sobre a biblioteca do SESC ser pequena:

“O leigo julga uma biblioteca pelo número de livros que contém. É ingenuidade. Só o neófilo impressiona-se com o número de livros de uma biblioteca. O que vale é qualidade. Um biblioteca ‘non refert quam multos sed quam bonos habeat’, e os bons são poucos.”

 

*Que ninguém da área de Normalização leia isso, mas é que realmente eu não lembro do nome do livro. Tenho a leve impressão que saiu do livro O bibliófilo aprendiz, de Rubens Borba de Moraes.

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Diário de um Universitário #10

Junho 10, 2009 · Deixe um Comentário

Quase um mês sem escrever esta seção. E não era para menos. O tempo passou correndo, os trabalhos estão batendo à porta, outros vieram. Tenho praticamente somente mais 15 dias de aula. 15 dias intensos de aula: seminário de Evolução do Pensamento Científico e Filosófico, TCD da mesma disciplina, trabalho de Introdução à Biblioteconomia, trabalho de Técnicas de Informática e de Comunicação e ensaio de História do Livro e das Bibliotecas. Just it. E tudo praticamente para semana que vem. O que eu tenho produzido? NADA! Mas li, li muuuuita coisa. Aliás, se puderam perceber, eu li 2 livros que não são de Biblioteconomia, somente dois. Os capítulos de obras obrigatórias do curso e mais as leituras de pesquisa bibliográfica são os motivos. Mas mesmo assim estou feliz, aprendendo um monte.

Ontem na Saraiva comprei um livro que há muito tempo eu queria. Não comprei por causa do preço. O Homem Que Não Amava as Mulheres, de Stieg Larsson, estava beirando os cinquenta reais que eu não tenho sobrando. Há uma semana o preço baixou para R$19,50. Ao averiguar quantos pontos eu tinha no meu cartão plus, a moça disse que estava com 996 pontos, o necessário para trocar por um bônus de R$15,00 (perdi 750 pontos por isso). Portanto, paguei diretamente R$4,50. Saí muito feliz de lá (mesmo sabendo que só poderei lê-lo em julho).

Estou indo muito bem no curso. Tenho medo ao pensar se poderei manter os meus 10’s com outro curso universitário.

Preciso retornar ao meu trabalho, que também está com seus dias contados, já que fecho a bolsa daqui duas semanas.

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Diário de um universitário #9

Maio 4, 2009 · Deixe um Comentário

Pela primeira vez retorno a Rio Negrinho!
Mesmo com duas aulas de Introdução à Biblioteconomia e Ciência da Informação na quinta-feira de manhã, peguei o ônibus às 21h de quarta. Eu queria rever todo o pessoal do cenecista e anteceder a viagem seria necessário por causa do feriado.
Passei toda a manhã no colégio. Conversei com todos os professores e funcionários e ainda com váááários alunos – alguns, inclusive, da 2ª série cobraram se eu sabia o nome deles! À noite já estava rouco de falar sempre a mesma história, de como está aqui em Florianópolis e tal.

No sábado teve gincana! Mesmo minha mãe não querendo que eu fosse, eu fui. Como a minha antiga equipe desintegrou-se eu entrei para a Café no Bule. Gincana em Rio Negrinho é tradição e TODA a cidade participa, direta ou indiretamente. Fui à noite no centro das provas, já que era a última noite de gincana e haveria algumas provas de palco. Não participei de nenhuma. Depois veio a Caça ao Tesouro, que eu já tinha garantido à minha mãe que não iria, já que Caça ao Tesouro é sinônimo de virar a madrugada e ela não queria (nem eu) que ficasse dormindo o domingo do meu aniversário e a família toda na sala. Mas eu fui! Não resisti. Saímos perto das 23h em busca de uma pista que estava numa igreja a 10km de distância do centro da cidade! E a Caça da Gincana é uma legítima Caça, com direito a lanternas, escavadeiras, cordas, quadriciclos (admito que este meio de transporte só a nossa equipe tinha), bússola e mato, muuuuuito mato. Eu não estava preparado estilisticamente falando, pois usava Allstar, jeans e blusa de lã. Mas fui… e ajudei com cálculos, pistas envolvendo as histórias de Lobato. Subi morro, desci, quase mergulhei, corri e às duas e meia da madrugada encontramos o tesouro, que estava enterrado debaixo de umas árvores. Felicidade total! Todos correram para os carros e juntos voltamos para o centro da cidade com uma bela carreata!
Soube do resultado hoje. Ficamos em segundo lugar. Mas valeu a pena!

Todos os momentos em Rio Negrinho valeram a pena! Percebi que muitas pessoas gostam de mim, percebi que tenho o poder de emocionar algumas pessoas, que mudei muito desde que vivo aqui.

E isso me deixa feliz.

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Foi tão bom…

Abril 27, 2009 · 1 Comentário

Quando a estagiária do Departamento de Biblioteconomia disse que precisava de voluntários para um mutirão de restauração da Biblioteca Pública Estadual de Florianópolis, não pensei duas vezes. Primeiro que eu queria relembrar o serviço que eu fazia – sempre sozinho – e segundo, que a aproximação com alunos da 3ª, 5ª e 7ª fases e alguns professores seria ótima e muito proveitosa. Não deu noutra…
Mesmo tendo tomado um baita banho de chuva (meu guarda-chuva ficou em Rio Negrinho) até chegar no terminal, cheguei super disposto. Conhecer o centro da cidade foi ótimo, lembrou-me São Paulo.

Enfim, sábado pela manhã foi um momento e tanto! Arrumamos 85% da parte de doação da biblioteca, tivemos um café que me surpreendeu (além pão com mortadela), foi divertido, gratificante e ainda sairemos na TV.

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Diário de um Universitário #8

Abril 22, 2009 · 3 Comentários

Estes três meses aqui em Florianópolis deram-me uma visão diferente de vida. É fato que eu já pensava bastante sobre tudo e todos, mas levar uma vida sozinho, sem os seus familiares e amigos que te acompanharam por um bom tempo da sua vida, é algo totalmente diferente. Ou não. Posso até me assemelhar às personagens dos grandes escritores românticos – e alguns realistas/nacionalistas/simbolistas -, que saem da cidade pequena para ir estudar na capital. E é realmente isso.

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Diário de um Universitário #7

Abril 10, 2009 · 3 Comentários

Não queria que isso se tornasse um diário besta, mas é que as sensações dessa nova vida aqui em Florianópolis valem a pena.

Hoje, sexta-feira santa. Bateu uma saudade tremenda quando assisti a alguns vídeos que montei há alguns meses, ainda em Rio Negrinho. Chorei, chorei. Não irei passar a Páscoa em Rio Negrinho, mesmo que meus parentes estejam roxos de saudade. Início de maio completo vinte anos, portanto, poderei dar as caras por lá.

Estou lendo muito. Na minha escrivaninha tenho quatro livros que deixei acumular: Musashi (Eiji Yoshikawa), Bibliófilo Aprendiz (Rubens Borba de Moraes), Crime e Castigo (Dostô) e Lua Nova (Stephenie Meyer). Até segunda-feira uns três eu quero terminar.
Ontem assisti a Dragonball Evolution. Adoro quando fazem uma versão no cinema de desenhos animados, mas esta ficou MUITO a desejar, não entendi praticamente nada da árvore genealógica, misturaram demais. Também assisti a Monstros Vs Alienígenas em 3D. Não pensava que a sensação fosse tão real; gostei bastante!

Estou numa lan house agora. Quase anoitecendo, mas quero dar uma volta, quem sabe chegar até a Beira Mar.

Feliz Páscoa, meus caros!

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Diário de um Universitário #6

Março 24, 2009 · 3 Comentários

Dez coisas que deixei em Rio Negrinho:
1. a maioria dos meus livros;
2. família;
3. valiosos amigos;
4. folga;
5. frio;
6. visitas frequentes a videolocadora do meu bairro;
7. Rotaract;
8. macarronada da minha mãe;
9. dinheiro na mão;
10. aconchego do meu espaçoso quarto.

Dez coisas que ganhei em Florianópolis:
1. cinema;
2. livrarias;
3. novos amigos;
4. um sotaque;
5. dois cursos, duas universidades;
6. uma cidade a desbravar;
7. liberdade;
8. roupas para lavar;
9. praia;
10. ônibus.

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Diário de um Universitário #5

Março 5, 2009 · Deixe um Comentário

Hoje completo um mês morando em Florianópolis.
Já estou no término da terceira semana de Biblioteconomia. Entre mestres e doutores, fiz muitos novos amigos (que acham o meu sotaque muito engraçado). Minha sala é constituída por sua maioria de mulheres que moram aqui mesmo e outras que acordam cedinho em uma cidade e vem para cá.
A saudade não está doendo muito e foi como imaginei, já que não me apego tanto às pessoas. Meus pais querem que eu volte para RIo Negrinho em maio, mês do meu aniversário, mas universitário não toma banho numa banheira de dinheiro, portanto, Rio Negrinho somente em agosto.
Tudo mudou. Primeiro foi a cidade e depois vieram os hábitos. Cidade de muito calor garante três banhos diários e muitos líquidos. Até na leitura mudou um pouco. Tive de dizer adeus a alguns clássicos e me dedicar um pouco mais aos técnicos e filosóficos, o que não está sendo ruim, muito pelo contrário, aprendendo pacas.
Eu sei que ainda estamos em março, mas já estou pensando na minha situação em agosto, quando começam as aulas de Letras na Federal. Recebi um e-mail da professora de Antropologia Cultural e ela disse que não seria muito bom fazer os dois, já que um requer um baita esforço. Eu? Eu ainda não sei. Tento deixar para pensar nisso somente quando chegar…

Um Crime e Castigo me espera agora (com os textos de Introdução à Filosofia na fila).

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Diário de um Universitário #4

Fevereiro 23, 2009 · Deixe um Comentário

Quando estou em meu apartamento, sozinho, depois de um longa leitura, fico pensando sobre minha situação aqui em Florianópolis.
Deixei uma cidade em que praticamente todos me conheciam, tinha um emprego legal, era um figuraça dos livros. Deixei família e amigos, muitos amigos.
Cheguei na capital. Tudo desconhecido. Um desconhecido legal, não vou mentir. Muitos prédios, bibliotecas interessantíssimas, shoppings, sessões de cinema (já foram três, amanhã será a quarta!). Para quem é de cidade grande, ler isso pode parecer ridículo, mas os leitores de Rio Negrinho entenderão bem. O único prédio da cidadezinha tem doze andares, o único “shopping” tem dois andares, cinema não existe. Algumas coisas que existem em Rio Negrinho e aqui não é uma chaminé que não solta fumaça, um avião que não voa e uma Maria Fumaça belíssima.

Há momentos também em que penso nos nossos grandes escritores, que deixaram suas cidadezinhas para partir à capital estudar, geralmente, Direito ou Medicina. É tão familiar…

Penso… penso… penso…

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