Sir Letras

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Béradêro

Novembro 12, 2009 · Deixe um Comentário

No projeto musical “Misturada”, que acontece ao meio-dia no auditório do Bloco de Música da UDESC, sempre se pode encontrar música de muito boa qualidade. Hoje, ouvi Fernanda Rosa (voz) e Mateus Costa (contrabaixo acústico) num repertório belíssimo e com arranjos muito criativos. Dentre as várias músicas, destaco a letra de “Béradêro”, do Chico César, seguida de um vídeo de uma apresentação que foi realizada no teatro da UFSC pela dupla.

 

Os olhos tristes da fita
Rodando no gravador
Uma moça cosendo roupa
Com a linha do equador
E a voz da santa dizendo
O que é que eu tô fazendo
Cá em cima desse andor
A tinta pinta o asfalto
Enfeita a alma motorista
É a cor na cor da cidade
Batom no lábio nortista
O olhar vê tons tão sudestes
E o beijo que vós me nordestes
Arranha céu da boca paulista
Cadeiras elétricas da baiana
Sentença que o turista cheire
E os sem amor os sem teto
Os sem paixão sem alqueire
No peito dos sem peito uma seta
E a cigana analfabeta
Lendo a mão de paulo freire
A contenteza do triste
Tristezura do contente
Vozes de faca cortando
Como o riso da serpente
São sons de sins não contudo
Pé quebrado verso mudo
Grito no hospital da gente
São sons são sons de sins
São sons são
São sons
Não contudo fé

 

 

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Rápido

Novembro 5, 2009 · 1 Comentário

Semestre acabando.

Leituras diminuídas.

Trabalhos.

Provas.

Duas universidades.

Pesquisa.

 

Quero férias.

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Ajude a Barca a não afundar

Outubro 9, 2009 · Deixe um Comentário

Você que mora aqui em Florianópolis, ou que é um turista a preparar seu roteiro de viagem e pretende visitar esta cidade de 42 praias, não deixe de visitar a Barca dos Livros.

A Barca dos Livros chegou em minha vida numa apresentação de um grupo da minha turma na faculdade na disciplina de História do Livro e das Bibliotecas. Interessei-me de imediato, já que é uma biblioteca comunitária que além de desenvolver oficinas ligadas à literatura faz um trabalho fixo (que ainda não visitei): contação de histórias numa barca que atravessa a Lagoa da Conceição.

Como no último sábado não tive muito o que fazer, fui visitar a Barca. Estava programada a apresentação final dos alunos de mais um módulo de contação de histórias. Foi uma noite agradabilíssima, conheci pessoas bacanas e degustei um café muuuuito bom!

Como nem tudo é um mar de rosas, a Barca precisa de ajuda, já que ela é comunitária, tem bibliotecárias voluntárias. A Barca em si é uma atividade voluntária. Seja um amigo da Sociedade Amantes da Leitura.

Quer conhecer um pouco mais? Dê uma olhada neste canal do YouTube que tem algumas contações de histórias, inclusive com Ingo Vargas, o professor da oficina.

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Skoob skoob book

Setembro 24, 2009 · 3 Comentários

Recebi por e-mail um convite para participar de mais uma ferramenta colaborativa na internet. Acho que este ano é o terceiro convite que recebo.

Talvez por eu estar empolgado no dia, criei uma conta e comecei a montar. Trata-se do Skoob. Nele você pode inserir todos os livros que você leu, que você tem, que você quer ler, que você emprestou, que você desistiu de terminar e ainda avaliar cada obra com estrelas. O bom do site é que ele tem um banco de dados bastante vasto e fácil de mexer, o grande problema é que ele é lento. Além dessas funções, você pode ser amigo de outros usuários, deixar recados para eles e ainda dispor aqueles livros que você quer doar.

Adicionei em uma tarde 266 títulos que eu li. Falta montar os quais eu tenho e ainda, é claro, inserir o resto de tudo que já li. A plataforma é interessante. Monte sua conta e adicione-me!

Eis o meu Skoob

Eis o meu Skoob

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Para não esquecer

Junho 23, 2009 · Deixe um Comentário

Logo, logo as férias estão aí, duas semanas de sagrado descanso.

Minha bolsa de apoio discente na UDESC termina próxima terça-feira, portanto terei alguns dias para passear à tarde pela Florianópolis. Preciso levar alguns presentinhos para a família e claro, conhecer os lugares famosos daqui. Neste sábado fui à praia de Canasvieiras. Esqueci o quanto as ondas me acalmam, o quanto gosto de ler à beira do mar. Quero repetir a façanha. Quero também andar com calma por Jurerê Internacional (acho que escreveria um post inteiro somente sobre este bairro com mansões milionárias e sem muros à la Berverly Hills).

Quero tirar fotos, muitas fotos. Não ganhei uma câmera japonesa para ficar guardada numa daquelas bolsinhas de turistas que confesso, eu tenho.

Já em Rio Negrinho, logo nos primeiros dias quero ver quem eu não vi quando estive por lá no início de maio. E depois, quero ler, LER MUITO! Esotu com O Homem Que Não Amava As Mulheres e Don Quijote de La Mancha, fora os quais pegarei aqui na biblioteca da UDESC. Quero assistir também e logo preciso montar a minha relação: Quem Quer Ser um Milionário? (agora em DVD), O Leitor, alguns filmes sobre livros e outros mais que agora não lembro – e quem sabe a temporada 3 e 4 de Lost.
Em Rio Negrinho também quero me desconectar da Internet, portanto, não espere mais posts por aqui por julho inteiro.
Abraço.

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Só não se socializa quem não quer

Maio 29, 2009 · 1 Comentário

No início de maio, quando estive em Rio Negrinho e tive acesso a MTV, assisti a uma entrevista com os idealizadores do Amigos de Aluguel, um site onde você contrata um amigo. Extremamente indicado àqueles que vão ao cinema sozinhos, almoçam e jantam sozinhos e outras situações nas quais se encontram sozinhos. Só que uma amizade não é barato não, custa em média, por hora, 100 reais.

 

Aos econômicos, indico o site que conheci ontem na aula de Técnicas de Informática e de Comunicação, trata-se do Omegle. Basta você clicar em “Start a chat” e pronto! Logo você estará falando com alguém de qualquer parte do mundo. Aventurei-me ontem e conversei com duas meninas da suíça, um menino londrino e outro que disse que morava em uma ilha do Mar Mediterrâneo – acreditar ou não, eis a questão. Em todas as conversas, sempre que eu dizia que eu era do Brasil, perguntavam-me se eu jogava futebol. Por que não perguntavam se eu lia ou fazia um curso universitário? Sempre que eu direcionava a conversa para um ponto mais cult aparecia a mensagem dizendo que o “estranho” tinha se desconectado (você conversa sem identificação). Tente você, basta dizer “hi!”.

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E agosto está chegando

Maio 14, 2009 · 1 Comentário

Acredita que percebi que tinha esquecido que em agosto eu começo outro curso universitário? Não sei se é por causa dos trabalhos de Biblioteconomia, se é por causa dos livros ou da minha ida à Rio Negrinho, que mexeu com meu emocional.
Afinal, hoje tirei o dia para conversar com estudantes de Letras da UFSC. Sempre as mesmas perguntas: como está o curso? muito puxado? o que estão lendo? E os mesmos comentários: estou ansioso e gostaria de saber, quero ver se darei conta dos dois cursos… Conversei com um aluno da quinta fase. Ele perguntou se eu lia bastante e respondi que “sim, muito!”. Ele revidou dizendo que terei de ler o dobro desse meu muito. Falamos das diversas literaturas que passam pelas fases e de um pouco de linguística.
Depois, conversei com um calouro. Fiz as mesmas perguntas, só que ele respondeu mais convincente. Disse que já tiveram seis provas (em Biblioteconomia terei a terceira semana que vem), trabalhos dos mais diversos, muita leitura, muita linguística (“você vai ter que decorar alguns teoremas linguísticos e indico que você compre esses livros…”).
Fiquei animado com as conversas! E neste momento penso no quão disciplinado terei de ser.

Comecei a ler “Benjamim”, do Chico Buarque. O início do primeiro capítulo DEVE estar aqui:
“O pelotão estava em forma, a voz do comandante foi enérgica e a fuzilaria produziu um único estrondo. Mas para Benjamim Zambraia soou como um rufo, e ele seria capaz d edizer em que ordem haviam disparado as doze armas ali defronte. Cego, identificaria cada fuzil e diria de que cano partira cada um dos projéteis que agora o atingiam no peito, no pescoço e na cara. Tudo se extinguiria com a velocidade de uma bala entre a epiderme e o primeiro alvo letal (aorta, coração, traquéia, bulbo), e naquele instante Benjamim assistiu ao que já esperava: sua existência projetou-se do início ao fim, tal qual um filme, na venda dos olhos. Mais rápido que uma bala, o filme poderia projetar-se uma outra vez por dentro das suas pálpebras, em marcha a ré, quando a sucessão dos fatos talvez resultasse mais aceitável. E ainda sobraria um fiapo de tempo para Benjamim rever-se aqui e acolá em situações que preferiria esquecer, as imagens ricocheteando no bojo do seu crânio.”

(BUARQUE, Chico. Benjamim. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 9)

Cada parágrafo deste livro é uma surpresa, vale a pena ler.

Comecei outro agora a pouco que trata da questão de Deus na Idade Média. É uma entrevista com um historiador. É de fácil compreensão e muito interessante (o problema é que esqueci do enorme título…”/)

Sábado provavelmente irei ao show do Roberto Carlos. Se eu não voltar vivo do mundaréu de pessoas que terá na via Expressa Sul, por favor, enterre junto comigo os meus livros – se encontrares o meu corpo.

Obrigado.

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Breve atualização

Janeiro 30, 2009 · 1 Comentário

Pessoal, últimos dias em Rio Negrinho, arrumando tudo por aqui e isso está dificultando as minhas postagens.
Agora fui aprovado também na UDESC, em Biblioteconomia, portanto um ano muito puxado, pois também farei Letras na UFSC.

Mais alguns dias e melhoro isso aqui.

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É o fim!

Dezembro 8, 2008 · 1 Comentário

O final de ano chegou! Daqui até 1º de janeiro é um peido, tenho certeza disso, pois o ano inteiro passou super rápido.

Bom, mas só estou passando aqui para deixar um recadinho: estou preparando uma super postagem comentado tudo o que li neste ano, espero que gostem.

E como não poderia deixar de ser, já comprei o meu exemplar de Os Contos de Beedle, o Bardo, da inglesa Rowling. Após o vestibular colocarei as minhas impressões acerca do pequenino livro.

Aguardem!

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O que é escrever bem, afinal?

Dezembro 5, 2008 · 1 Comentário

Foi a primeira pergunta que me fiz após ter saído  da premiação do 5º Prêmio Joinville de Expressão Literária.

O que é escrever bem?

É colocar umas palavras de pouco uso, que somente o dicionário sabe do significado?

Para mim, sinceramente não! Estamos em uma fase em que jovens escritores (agora eu não estou dizendo NADA influenciado pelo concurso) buscam muito pela perfeição, isso os atrasa e muitas vezes a perfeição vem com a naturalidade.
Rubens da Cunha disse em uma oficina literária que devemos usar mais substantivos do que adjetivos e advérbios. E concordo com ele: o escritor precisa dominar essas classes de palavras, precisa saber o que realmente elas significam e o que poderiam vir a signficar.

Escrever é um tema polêmico. Modos de escrever e saber respeitá-los é mais ainda. Em uma época em que tantos escritores são descobertos, tantos livros estão na listas dos mais vendidos, mas muitas vezes estão lá somente por causa do dinheiro, não estão por causa de seu valor literário; debater esta polêmica é fundamental.

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