Sir Letras

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Indica?!

Novembro 25, 2009 · 4 Comentários

Acho que pela primeira vez na minha vida estou pedindo indicação de leitura. Não que eu não tenha o que ler nessas longas férias de três meses que estão por vir, mas é justamente por causa desse tempo todo que terei tempo para ler, no mínimo, quinze títulos.

Algumas obras já estão por serem lidas:

- Minha versão espanhola de Dom Quixote;
- Livros do José Saramago: O Evangelho segundo Jesus Cristo, A Caverna e A Jangada de Pedra;
- Em Busca do Tempo Perdido, de Proust;
-História Universal da Destruição dos Livros, de Fernando Baéz

Queres indicar mais algum?

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Um Larsson devorado por partes

Setembro 15, 2009 · Deixe um Comentário

Comprei o primeiro volume da trilogia Millenium em 9 de junho deste ano. Comecei a ler no fim do recesso escolar e somente hoje termino. Isso não é normal, nada normal. Uma obra como Os homens que não amavam as mulheres, com 520 páginas para mim leva muito menos tempo para ser lido.

Entre textos das faculdades e mais algumas produções acadêmicas, o fabuloso romance do sueco Stieg Larsson foi perdendo espaço. Até que um dia, pensando na vida e no modo em que o tempo passa rapidamente, cheguei à conclusão que se eu fosse realmente bastante disciplinado eu poderia dar conta das minhas leituras por prazer. Então voltei às leituras após o almoço e antes de dormir. Li, li, li. Fui chegando perto do final e logo este tempo que eu dedicava já não era o bastante. Comecei a ler no trabalho. E hoje, cheguei ao extremo: li um pouco na aula de Estatística e terminei o livro na aula de Ação Cultural (produtivas estas aulas hein?!).

Fiquei com uma vontade enorme de comprar o segundo volume, mas como o terceiro saiu sexta-feira, então o mercado editorial deu uma aumentada nos preços para que possam lucrar mais. Vou esperar pelas promoções certeiras.

Como todo as críticas que li, Stieg Larsson consegue montar personagens complexos, que aparentemente não tem nenhuma ligação com ninguém, mas que aos poucos podem mostrar toda a diferença. É um romance que indico a qualquer um.

Já tinha decidido que minha próxima leitura por prazer seria o segundo volume de O Vendedor de Sonhos, de Augusto Cury, que ganhei do meu irmão no aniversário, mas minha chefe acabou de emprestar-me Os Setes Minutos, um exemplar grosso e antigo de Irving Wallace. Parece ser bom, envolve livros proibidos.

Logo, logo chega a coleção de Tolkien, o novo livro do Verissimo e parece-me que vou ganhar o último do Dan Brown, The Lost Symbol, que ainda terá lançamento no Brasil, mas ganho o exemplar em inglês mesmo. Setembro promete!

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Tão sublime

Agosto 31, 2009 · Deixe um Comentário

Encontrei um blog português que fala muito a respeito de José Saramago. Foi lá que assisti a alguns vídeos muito interessantes e o melhor: um post anunciando o novo livro dele!! Pensei que o Nobel de Literatura, com 86 anos, pararia com A Viagem do Elefante, publicado ano passado, mas graças a Deus que não.

Não canso de repetir que Saramago é o meu autor predileto. Tornou-se o meu preferido quando li dele um livro a respeito da Morte, um assunto que acho fantástico. Mas não é porque ele é o meu preferido que li todos os livros dele. Primeiro porque não são livros fáceis de ler e segundo porque eu quero ler os exemplares comprados (ou ganhados) pela minha pessoa; portanto, li somente “As Intermitências da Morte”, “A Viagem do Elefante”, “Ensaio sobre a Cegueira” e quase todos os contos de “Objecto Quase” (o único de uma biblioteca). E não pensem também que quero acelerar este processo. Quero deliciar os livros, devagarosamente, como se não fossem jamais acabar.

 

Termino com esta bela frase, de Jorge Luis Borges:

“Tenho a suspeita de que a espécia humana – a única – está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta.”

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Férias em Rio Negrinho

Julho 18, 2009 · Deixe um Comentário

Dentro do carro, após ter subido a serra, meus pés meio que automaticamente se congelaram. Isso foi num domingo, 05/07. Até hoje eles estão congelados, sério! Esqueci como era o frio daqui, meio cortante, que endurece o corpo, que nos faz ficar na cama até depois do raiar do sol (muito mais!).

Aproveitei para visitar os amigos. Primeiro do colégio onde eu trabalhei por dois anos. Foi bom rever todos. A primeira semana passou voando, com almoço acompanhado de um, jantar com outro. Meu irmão, que eu não via desde dezembro, foi uma ótima companhia para os filmes. Se bem que não assisti nenhuma novidade, somente foram sessões dos filmes que assisti no cinema e que agora saíram em DVD.

Aproveitei muito para ler, ler o que eu queria mesmo, nada de biblioteconomia (salvo o do Alberto Manguel, mas que é praticamente leitura por prazer). Estou lendo o primeiro volume da Trilogia Millenium, do sueco Stieg Larsson, Os homens que não amavam as mulheres. Por enquanto está uma boa trama (beiro as 200 páginas, das quase 600), bem escrito. Ontem comecei a releitura de Harry Potter e o Enigma do Príncipe, já que ontem chegou nos cinemas o filme, então eu precisava dar uma relembrada para depois fazer uma boa análise ao assistir ao filme.

Tenho ainda mais uma semana em Rio Negrinho, que provavelmente será dedicada para a leitura.

Acabei de fazer a minha matrícula na UDESC. Praticamente todos os dias sem folga e ainda tenho mais algumas disciplinas eletivas para fazer na UFSC, que ocuparão todos os dias da semana também. Será que aguento?!

Termino com um trecho do esquisito livro de Marguerite Duras, O Amante:

Seria preciso avisar as pessoas dessas coisas. Ensinar que a imortalidade é mortal, que ela pode morrer, que já aconteceu, que acontece ainda. Que ela não se anuncia por si mesma, nunca, que é a duplicidade absoluta. Que não existe no detalhe, mas somente no princípio. Que certas pessoas podem contê-la em si, desde que ignorem o fato. Assim também outras pessoas podem descobrir sua presença nos outros, com a condição de ignorarem seu poder. Que é enquanto se vive que a vida é imortal, enquanto ela está viva. Que a imortalidade não passa de uma questão de mais ou menos tempo, que não se trata de imortalidade, mas de outra coisa ainda ignorada. Que tanto é falso dizer que ela não tem começo nem fim, quanto dizer que começa e acaba com a vida do espírito, uma vez que ela participa do espírito e da busca do vento. Vejam as areias mortas do deserto, o corpo morto das crianças: a imortalidade não passa por eles, pára e os contorna.

DURAS, Marguerite. O amante. Rio de Janeiro: O Globo; São Paulo: Folha de S. Paulo, 2003. p. 86.

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Stephenie Meyer não me encanta

Junho 30, 2009 · 6 Comentários

Aprendo indiretamente (às vezes diretamente) na faculdade que o bibliotecário deve ser imparcial, ou seja, não deve influenciar muito na escolha do livro que o usuário quer emprestar – salvo raros casos em que os dois são bons amigos. Eu ainda não trabalho numa biblioteca, mas de antemão já posso adiantar que não conseguirei ser imparcial, ao menos com os livros de Stephenie Meyer.

Estou prestes a terminar o terceiro volume da saga. Li o primeiro ano passado, primeiro em inglês e depois em português. A tradução é péssima e tem até pleonasmo vicioso, sem falar nos erros de digitação na versão traduzida. A escrita de Meyer saiu de uma fôrma, ela não consegue ser original. As metáforas que ela usa são terríveis. Quando ela poderia se salvar da besteirada que ela escreveu antes dos últimos capítulos, dá à protagonista linhas de dissabores literários.

Quanto ao segundo volume, nem se fala…

Já o terceiro ela conseguiu dar mais ação, mas o modo que ela escreve se repete, sem originalidade. É toda aquela banalidade de formatura e festa, preocupação com outro que ama Bella e por aí vai… RI-DÍ-CU-LO!

Aí você se pergunta: por que leu todos se o primeiro já é ruim? Fácil responder: eu tinha curiosidade em saber se ela conseguia melhorar e mesmo porque, eu preciso saber que é ruim para não indicar a ninguém.

Atualizado: A pedido de um amigo, estou colocando um trecho de Eclipse que selecionei por acaso. Lendo uma vez somente pode não surtir efeito, agora leiam 446 páginas com isso e vocês entenderão.

“Seus lábios desistiram dos meus por um momento, mas eu sabia que ele não estava perto de terminar. A boca seguiu a linha de meu queixo, depois explorou o meu pescoço. Ele soltou meu cabelo, estendendo o outro braço para colocá-lo em seu pescoço, como o primeiro”. (p.376)

Este é somente um excerto. Stephenie Meyer é mestre em enrolação. Os quatros livros que ela escreveu caberiam em um tranquilamente. Em todos ela fica relatando os sentimentos de Bella por Edward, onde ela fica pensando no que os outros irão achar, aí no final, quando costumeiramente tem-se a grande batalha, uma mera troca de socos entre lobisomens e vampiros termina com a história.

Just it. ^^

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E agosto está chegando

Maio 14, 2009 · 1 Comentário

Acredita que percebi que tinha esquecido que em agosto eu começo outro curso universitário? Não sei se é por causa dos trabalhos de Biblioteconomia, se é por causa dos livros ou da minha ida à Rio Negrinho, que mexeu com meu emocional.
Afinal, hoje tirei o dia para conversar com estudantes de Letras da UFSC. Sempre as mesmas perguntas: como está o curso? muito puxado? o que estão lendo? E os mesmos comentários: estou ansioso e gostaria de saber, quero ver se darei conta dos dois cursos… Conversei com um aluno da quinta fase. Ele perguntou se eu lia bastante e respondi que “sim, muito!”. Ele revidou dizendo que terei de ler o dobro desse meu muito. Falamos das diversas literaturas que passam pelas fases e de um pouco de linguística.
Depois, conversei com um calouro. Fiz as mesmas perguntas, só que ele respondeu mais convincente. Disse que já tiveram seis provas (em Biblioteconomia terei a terceira semana que vem), trabalhos dos mais diversos, muita leitura, muita linguística (“você vai ter que decorar alguns teoremas linguísticos e indico que você compre esses livros…”).
Fiquei animado com as conversas! E neste momento penso no quão disciplinado terei de ser.

Comecei a ler “Benjamim”, do Chico Buarque. O início do primeiro capítulo DEVE estar aqui:
“O pelotão estava em forma, a voz do comandante foi enérgica e a fuzilaria produziu um único estrondo. Mas para Benjamim Zambraia soou como um rufo, e ele seria capaz d edizer em que ordem haviam disparado as doze armas ali defronte. Cego, identificaria cada fuzil e diria de que cano partira cada um dos projéteis que agora o atingiam no peito, no pescoço e na cara. Tudo se extinguiria com a velocidade de uma bala entre a epiderme e o primeiro alvo letal (aorta, coração, traquéia, bulbo), e naquele instante Benjamim assistiu ao que já esperava: sua existência projetou-se do início ao fim, tal qual um filme, na venda dos olhos. Mais rápido que uma bala, o filme poderia projetar-se uma outra vez por dentro das suas pálpebras, em marcha a ré, quando a sucessão dos fatos talvez resultasse mais aceitável. E ainda sobraria um fiapo de tempo para Benjamim rever-se aqui e acolá em situações que preferiria esquecer, as imagens ricocheteando no bojo do seu crânio.”

(BUARQUE, Chico. Benjamim. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 9)

Cada parágrafo deste livro é uma surpresa, vale a pena ler.

Comecei outro agora a pouco que trata da questão de Deus na Idade Média. É uma entrevista com um historiador. É de fácil compreensão e muito interessante (o problema é que esqueci do enorme título…”/)

Sábado provavelmente irei ao show do Roberto Carlos. Se eu não voltar vivo do mundaréu de pessoas que terá na via Expressa Sul, por favor, enterre junto comigo os meus livros – se encontrares o meu corpo.

Obrigado.

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Novo tesouro para a minha biblioteca!

Maio 5, 2009 · Deixe um Comentário

com-zeca-camargo1Ontem comprei o último livro do Zeca Camargo: “Isso aqui é seu!”, tratando-se das viagens dele por 10 patrimônios da UNESCO.

Detalhe: com autógrafo!

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Manual do bibliófilo

Abril 14, 2009 · 1 Comentário

E agora, meu caro bibliófilo aprendiz, de que mais podemos conversar? Já proseamos bastante (talvez demais na sua opinião) e falta ainda muita coisa que eu gostaria de lhe dizer. Mas, prosa sobre livros não tem fim. Você já deve estar cansado. Quer fechar este livro e ir cuidar da vida. Se cuidar da vida é, para você, ganhar mais dinheiro, digo-lhe que não vale a pena. Ganhar muito dinheiro dá enfarte. Sempre haverá o bastante para comprar-se um livro ambicionado. O resto é vão e não vale o sonho imenso de quem gosta de livros raros.
Não vive verdadeiramente quem não gosta de dar uma prosa com um amigo ou ler um livro com vagar. Desejo-lhe que tenha sempre tempo para prosear sobre livros. Quando nos encontrarmos de novo, espero que seja você quem me conte coisas sobre livros e me diga os exemplares raros que já possui.

É assim que termina o livro “O Bibliófilo aprendiz: prosa de um velho colecionador para ser lida por quem gosta de livros, mas pode também servir de pequeno guia aos que desejam formar uma coleção de obras raras, antigas ou modernas.”, editado pela Casa da Palavra em 2005 e escrito pelo grande bibliófilo Rubens Borba de Moraes.

Em todo o livro sente-se a audácia de Rubens, ele não tem medo de criticar famosos, não tem medo de colocar a sua opinião sem demagogias. E o livro é isso mesmo que diz no “pequeno” subtítulo, quem quiser montar uma coleção de obras raras tem o guia completo em mãos. Trata desde como armazenar os livros (cuidando com pó, clima e bichos) até a história de grandes raridades que bibliófilos sempre correm atrás.

 

Realmente, valeu muito a pena ter lido este livro! Indico aos apaixonados por livros.

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Quem quer ser um milionário?

Fevereiro 26, 2009 · 1 Comentário

Perto das oito horas da noite de ontem, deu-me uma vontade de sair do meu apartamento e aproveitar. Andar, conhecer, mas acabei chegando no Shopping (que eu já conheço desde que cheguei) e fui ao cinema com uma vontade louca de passar duas horas sentado em frente àquela telona.
Resolvi assistir ao vencedor de oito estatuetas do Oscar, Quem Quer Ser um Milionário? e foi a melhor coisa que fiz nesta semana.
Não foi à toa que o “filme indiano” (em aspas porque a direção é do inglês Danny Boyle) levou tantos “homenzinhos de ouro”. A história já foi um fato decisivo para o filme tornar-se no que se tornou. É simples, mas geniosa. A fotografia, a música e a direção foram únicas. Os ângulos que eles captaram então… nem se fala! Iluminação foi show de bola! Foi tão real que parecia a própria natureza atuando.
Para quem prefere ler o livro antes do filme, pode comprar Sua Resposta Vale Um Bilhão. Vi este livro hoje na Saraiva, mas ele está, além do título, o nome e algumas características do protagonista foram modificados.

Enfim, livro ou filme, tenho certeza que você vai adorar!

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Nota: Resolvi começar um coleção este ano e decidi pelos livros da Martin Claret, que são pouco mais de 250 títulos publicados. Por enquanto tenho somente um (que comprei hoje, Crime e Castigo), mas quem quiser me presentar… Lembrando que os livros são baratíssimos!

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Nossas vidas entre os livros

Fevereiro 15, 2009 · 1 Comentário

 

mindlinQuando eu tinha catorze anos ouvi falar de um tal de José Mindlin. No exato momento, inveja pura. Não preciso dizer que Mindlin é um cara extremamente famoso no mundo literário, dono de uma biblioteca que tem raridades únicas.
Com a mesma idade, descobri que ele tinha escrito um livro, Uma Vida Entre Livros: Reencontro com o Tempo, e desesperadamente procurei por um exemplar. Pesquisei em livrarias e também descobri que o livro não é do mais baratos. A espera terminou. Na última sexta-feira, ao visitar a biblioteca da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), descobri que eles tinham um exemplar e de imediato o emprestei.
Hoje pela manhã, já o terminei. Conclui que ele é muito parecido comigo (ou eu muito parecido com ele). É daqueles leitores que não se conformam em emprestar o livro, precisam tê-lo. É daqueles que tem medo do tempo, pois sabem que são muitos livros para ler em pouco tempo. É daqueles também que somente trocariam seus livros por um terço do tempo em que viveram a mais. Não posso dizer que Mindlin escreve muito bem, mas o livro ficou completo com as gravuras de suas raridades.

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Antes de ter lido a “biografia” de Mindlin, li um pequenino livro chamado Memórias de uma Guardadora de Livros, escrito por Cristina Antunes. Esta sortuda conseguiu um emprego na biblioteca do Mindlin sem ter nenhuma formação, somente porque amava ler. Hoje ela é amisíssima de Mindlin e conhece a biblioteca tão bem que parece que nasceu dentro dela.

Tanto nos dois livros, os relatos envolvendo manuscritos, livros raros, autores e personagens são deliciosos. Leitura obrigatória para bibliófilos.

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