O prisioneiro do céu

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Lançado há duas semanas no Brasil, terminei há pouco a leitura de “O prisioneiro do céu”, escrito pelo espanhol Carlos Ruiz Zafón.

O escritor consagrou-se já com seu primeiro livro, “A sombra do vento”, retomou o sucesso com “O jogo do anjo”, mas não teve muito alarde com “Marina”, publicado por aqui ano passado. Em “O prisioneiro”, ele retoma Daniel Sempere e alguns outros personagens de seu primeiro livro. A história permeia outros livros, bastante suspense e o item que deixa a sua escrita um pouco chata: o vai e volta cronológico. Zafón tem uma boa escrita e seus livros são inteligentemente bem editados (capítulos curtos de modo a fazer a leitura fluir), mas esta cronológica sempre me confundiu, além de trazer alguns detalhes que, por enquanto, julgo desnecessários.

Em 250 páginas, traz uma história mais voltada ao passado de Daniel Sempere. A fórmula é a mesma de “A sombra do vento”: tem livros misteriosos e personagens mais misteriosos ainda. O palco ainda é a nebulosa Barcelona do autor, nas décadas de 40 e 50, com um epílogo na de 60.

A história é interessante, mas não traz nada demais. Melhor que “Marina”, por isso indico a leitura. Abaixo, a sinopse apresenta no livro:

“Barcelona, 1957. Daniel Sempere e seu amigo Fermín, os heróis de A sombra do vento, estão de volta à aventura para enfrentar o maior desafio de suas vidas. Logo quando tudo começava a dar certo para eles, um personagem inquietante visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo que permanecia enterrado há duas décadas no fundo da memória da cidade. Ao descobrir a verdade, Daniel compreenderá que o destino o arrasta na direção de um confronto inevitável com a maior das sombras: aquela que cresce dentro dele. Transbordando de intriga e emoção, O prisioneiro do céu é um romance em que as narrativas de A sombra do vento O jogo do anjo convergem e nos levam à resolução do enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos.”


Nova experiência

Bons tempos com este blog, mas outros tempos chegaram. Criei um novo e agora com atualizações mais frequentes perante alguns projetos lançados. Acompanhem agora o 2000caracteres. Abraços!

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Apostas ao Oscar 2012

Somente a premiação do Oscar para fazer com que eu apareça por aqui, hein?! Mas enfim… vamos às minhas apostas ao Oscar deste ano! Lembrando que desta vez eu consegui assistir a TODOS os indicados a Melhor Filme.

Melhor Filme: A Invenção de Hugo Cabret. Para quem, como eu, não estava esperando nada da premiação, surpreendeu-se com a dúvida entre Hugo e O Artista.

Melhor Direção: Martin Scorsese.

Melhor Ator: Jean Dujardin, de O Artista

Ator Coadjuvante: Max Von Sydow, de Tão forte e tão perto

Melhor Atriz: Meryl Streep, apesar de que estou achando que possa vir uma surpresa com a Viola Davis. Interessante mesmo seria Rooney Mara ganhar!

Atriz Coadjuvante: Octavia Spencer

Melhor Animação: novamente fica o registro da indignação por Tintim não aparecer nesta categoria. Rango deve levar.

Melhor Roteiro Original: outro difícil, mas deve ficar com Meia-noite em Paris

Melhor Trilha Sonora: nenhuma me cativou muito este ano, mas acho que vai para Ludovic Bource, pelo trabalho em O Artista

Canção Original: Real in Rio precisa levar! 

Maquiagem: uma batalha entre A dama de ferro e Albert Nobbs. Harry Potter não leva por não trazer nada de muito diferente. Bem no fim, A dama de ferro deve levar. 

Fotografia: A Invenção de Hugo Cabret.

Direção de Arte: A Invenção de Hugo Cabret.

Documentário (longa-metragem): não assisti nenhum, então vamos pelo mais comentado, Pina.

Documentário (curta-metragem): Saving Face, não me pergunte porquê.

Edição: A invenção de Hugo Cabret.

Filme Estrangeiro: A separação.

Curta de animação: por ser bibliotecário, aposto em The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore.

Curta-metragem: The Shore.

Edição de Som: A invenção de Hugo Cabret

Mixagem de Som: A invenção de Hugo Cabret

Efeitos visuais: A invenção de Hugo Cabret

Roteiro adaptado: Os descendentes


A versão hollywoodiana

Neste sábado, depois de uma longa espera, finalmente assisti à versão norte-americana de Os homens que não amavam as mulheres. Há duas semanas, assisti a trilogia inteira em sua versão sueca, para poder fazer uma comparação.

Neste remake (podemos chamá-lo assim?), há uma fiel adaptação aos principais fatos do livro. Claro, que para fãs mais atentos, alguns detalhes foram descartados, outros acrescidos, mas de modo geral, gostei muito do fim. Já perdi o fôlego com a “vinheta” de abertura do filme, que ficou ótima com aquele rock, dando a sensação de que realmente teríamos um ótimo filme pela frente. Nas quase três horas de duração, encontramos uma incrível Rooney, como Salander, encarando a personagem de Larsson de forma perfeita, em todos os vieses que ela permite.

Curti muito a trilha sonora de Atticus Ross e Trent Reznor, que se eu não me engano também fizeram a de A Origem e que venceu o Oscar (se bem me lembro).

Agora só resta esperar pela continuação, que segundo Fincher sairá em 2013 e 2014, e pela premiação do Oscar, na qual o filme foi indicado a Melhor Atriz (Rooney Mara), Fotografia, Edição, Edição de Som e Mixagem de Som.


Apostas para o Globo de Ouro 2012

Rápido, Jorge, que dá tempo! Em vermelho, as minhas apostas. Levando em conta que: não assisti a maioria deles e que fiquei somente na categoria “Cinema”.

Melhor Filme de Drama

Os Descendentes
Histórias Cruzadas
A Invenção de Hugo Cabret (queria muito que ganhasse!)
Tudo pelo Poder
O Homem que Mudou o Jogo
Cavalo de Guerra

Melhor Filme de Comédia ou Musical

50%
O Artista
Missão Madrinha de Casamento
Meia-Noite em Paris
My Week with Marylin

Melhor Diretor

Woody Allen – Meia-Noite em Paris
George Clooney – Tudo pelo Poder
Alexander Payne – Os Descendentes
Michel Hazanivicous – O Artista
Martin Scorsese – A Invenção de Hugo Cabret (queria muito que ganhasse!)

Melhor Performance para Ator em Drama

George Clooney – Os Descendentes
Leonardo DiCaprio – J. Edgar
Michael Fassbender – Shame
Ryan Gosling – Tudo pelo Poder
Brad Pitt – O Homem que Mudou o Jogo

Melhor Performance para Atriz em Drama

Glenn Close – Albert Nobbs
Viola Davis – Histórias Cruzadas
Rooney Mara – Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (queria muito que ganhasse!)
Meryl Streep – A Dama de Ferro
Tilda Swinton – Precisamos Falar sobre o Kevin

Melhor Ator em Comédia ou Musical

Jean Dujardin – O Artista
Brendan Gleeson – O Guarda (queria muito que ganhasse!)
Joseph Gordon-Levitt – 50%
Ryan Gosling – Amor a Toda Prova
Owen Wilson – Meia-Noite em Paris

Melhor Atriz em Comédia ou Musical

Jodie Foster – Carnage
Charlize Theron – Jovens Adultos
Kristen Wiig – Missão Madrinha de Casamento
Michelle Williams – My Week with Marilyn
Kate Winslet – Carnage

Melhor Performance de Ator Coadjuvante

Kenneth Branagh – My Week with Marilyn
Albert Brooks – Drive
Jonah Hill – O Homem que Mudou o Jogo
Viggo Mortensen – Um Método Perigoso (queria muito que ganhasse!)
Christopher Plummer – Toda Forma de Amor

Melhor Performance de Atriz Coadjuvante

Bérénice Bejo – O Artista
Jessica Chastain – Histórias Cruzadas
Janet McTeer – Albert Nobbs
Octavia Spencer – Histórias Cruzadas
Shailene Woodley – Os Descendentes

Melhor Filme de Animação

As Aventuras de Tintim
Operação Presente
Carros 2
Gato de Botas
Rango (queria muito que ganhasse!)

Melhor Filme Estrangeiro

A Pele que Habito – Espanha (queria muito que ganhasse!)
A Separação – Irã
O Garoto da Bicicleta – Bélgica
In the Land of Blood and Honey – EUA
The Flowers of War – China

Melhor Roteiro

Woody Allen (Meia-Noite em Paris)
George Clooney, Grant Heslov e Beau Willimon (Tudo pelo Poder)
Michel Hazavanicius (O Artista)
Jim Rash, Nat Faxon e Alexander Payne (Os Descendentes)
Aaron Sorkin e Steve Zaillian (O Homem que Mudou o Jogo)

Melhor Canção Original em Filme

Hello Hello – Gnomeo & Juliet
Lay Your Head Down – Albert Nobbs
The Living Proof – Histórias Cruzadas 
The Keeper – Redenção
Masterpiece – W.E.

Melhor Trilha Sonora

Ludovic Bource – O Artista
Abel Korzeniowski – W.E.
Trent Reznor e Atticus Ross – Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (queria muito que ganhasse!)
Howard Shore – A Invenção de Hugo Cabret
John Williams – Cavalo de Guerra (queria muito que ganhasse!)

 


A Trilogia Millenium sueca

Eu já falei tanto de Stieg Larsson por aqui, que pode chegar a ser chato. Retomo o assunto, pois no último fim de semana assisti à trilogia completa, na versão sueca. E retomarei o assunto depois de assistir à versão americana.

Muito se falou da Noomi Rapace, a atriz que fez Lisbeth Salander. Falava-se que ela foi fenomenal no papel, como se tivesse realmente saído da mente de Larsson. E concordo com a maioria do que se escreveu sobre a atuação dela no filme. Ela consegue ser fria, consegue ser inteligente, perspicaz… bem do jeitão da Lisbeth.

De forma geral, os filmes na versão sueca são bastante originais quanto aos livros, mas senti falta de maiores detalhes da relação Mikael Blomkvist e a falência da revista e também do uso da inteligência da Salander, que foi pouco usado.

Fim do mês chega a versão americana. O que se espera, ainda mais com Craig no papel do jornalista Blomkvist, é uma versão mais cheia de ação, com mais sangue, luta e provavelmente maior uso dos atributos de hacker da Lisbeth. E ainda tem mais, críticos por aí estão colocando o filme em indicações ao Oscar, resta esperar pela lista final, a ser divulgada em 28 de janeiro.

Abaixo, um aplicativo para iPhone, quase como uma transmidia storytelling (TCC!) de Os homens que não amavam as mulheres:

 


Oito livros sobre web

Em um desses passeios cheios de links pela internet, encontrei este vídeo de Moreno Barros (bibliotecário da UFRJ) sugerindo oito livros sobre web. Vale a pena conferir!

Para quem não quer assistir a todo o vídeo, eis os títulos sugeridos:

. Emergence, de Steven Johnson;
. Wikinomics, de Anthony D. Williams e Don Tapscott;
. I Here Comes Everybody, de Clay Shirky;
. The Wisdom of Crowds, de James Surowiecki;
. The Cult of the Amateur, de Andrew Keen;
. Surpreendente!, de Steven Johnson;
. A Cauda Longa, de Chris Anderson;
. A Nova Desordem Digital, de David Weinberger (o único da lista que li e realmente muito bom!)


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