Os livros não morreram

Era isso o que diziam as revistas norte-americanas quando o Kindle foi lançado.

Esse aparelinho aí embaixo tem conexão sem fio com o site da Amazon e você pode adquirir e-books a um bom preço.

 

Mas aí, leitores compulsivos como eu se perguntam: teremos que dar adeus àquelas belas edições, ao cheirinho novo (ou velho) das páginas? A tecnologia acabará com os nossos livros, realmente livros?

De acordo com Luis Schwarcz, escritor, editor e fundador da editora Companhia das Letras, devemos nos preocupar não com o futuro dos livros, mas sim com o futuro da leitura.

E eu concordo plenamente com ele: duvidamos muito que a tecnologia seja tão cruel a ponto de extinguir os livros de nossas cabeceiras, estantes, escrivaninhas… E mesmo porque, qual é a graça de ler numa tela?

 

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About jorgedoprado

Doutorando em Ciência da Informação (UFSC), Mestre em Gestão de Unidades de Informação (UDESC), Bacharel em Biblioteconomia (UDESC). Ver todos os artigos de jorgedoprado

2 responses to “Os livros não morreram

  • Gabriela ô.õ

    Realmente. É muito melhor pegar um livro de verdade e recostar-se confortavelmente para ler. Mas como eu não tenho tempo para isso, me dá um de presente?

  • José Carlos

    Toda vez que leio algum texto sobre o hábito da leitura e de seu principal instrumento, o livro, me vem à memória um ensaio de Isaac Asimov, autor prolífero sobre os mais diversos assuntos, desde ensaios sobre química, física, astronomia até histórias de mistério. O ensaio, cujo título é O antigo e o mais avançado, discorre sobre a superioridade do livro em comparação aos demais instrumentos de informação, no caso, especificamente sobre a recente invenção do videocassete. O ensaio é relativamente extenso e não vou me alongar escrevendo sobre ele. Quero apenas, aproveitando a oportunidade, transcrever um pequeno trecho, por mim grifado na época, com o qual fiquei realmente encantado, amante do livro que sou:”Quando lê um livro, você cria suas próprias imagens, cria o som das diversas vozes, cria os gestos, as expressões e as emoções. Você cria tudo, exceto as próprias palavras. E se você é capaz de obter prazer, mesmo pequeno, com a criação, o livro lhe proporcionará algo inacessível a um programa de televisão. Além disso, mesmo que dez mil pessoas leiam o mesmo livro ao mesmo tempo, cada qual criará suas próprias imagens, seus próprios tons de voz, seus próprios gestos, expressões e emoções. Não teremos mais um livro, mas dez mil livros. Que não serão produto exclusivamente do autor, mas de uma interação específica do autor com cada leitor.”

    Lindo, não? Ah, quem quiser ler todo o ensaio, aí vai o título da obra: Isaac Asimov – Antologia 1958 I 1973 (Os melhores ensaios científicos de Asimov escolhidos pelo autor)

    José Carlos

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