Férias em Rio Negrinho

Dentro do carro, após ter subido a serra, meus pés meio que automaticamente se congelaram. Isso foi num domingo, 05/07. Até hoje eles estão congelados, sério! Esqueci como era o frio daqui, meio cortante, que endurece o corpo, que nos faz ficar na cama até depois do raiar do sol (muito mais!).

Aproveitei para visitar os amigos. Primeiro do colégio onde eu trabalhei por dois anos. Foi bom rever todos. A primeira semana passou voando, com almoço acompanhado de um, jantar com outro. Meu irmão, que eu não via desde dezembro, foi uma ótima companhia para os filmes. Se bem que não assisti nenhuma novidade, somente foram sessões dos filmes que assisti no cinema e que agora saíram em DVD.

Aproveitei muito para ler, ler o que eu queria mesmo, nada de biblioteconomia (salvo o do Alberto Manguel, mas que é praticamente leitura por prazer). Estou lendo o primeiro volume da Trilogia Millenium, do sueco Stieg Larsson, Os homens que não amavam as mulheres. Por enquanto está uma boa trama (beiro as 200 páginas, das quase 600), bem escrito. Ontem comecei a releitura de Harry Potter e o Enigma do Príncipe, já que ontem chegou nos cinemas o filme, então eu precisava dar uma relembrada para depois fazer uma boa análise ao assistir ao filme.

Tenho ainda mais uma semana em Rio Negrinho, que provavelmente será dedicada para a leitura.

Acabei de fazer a minha matrícula na UDESC. Praticamente todos os dias sem folga e ainda tenho mais algumas disciplinas eletivas para fazer na UFSC, que ocuparão todos os dias da semana também. Será que aguento?!

Termino com um trecho do esquisito livro de Marguerite Duras, O Amante:

Seria preciso avisar as pessoas dessas coisas. Ensinar que a imortalidade é mortal, que ela pode morrer, que já aconteceu, que acontece ainda. Que ela não se anuncia por si mesma, nunca, que é a duplicidade absoluta. Que não existe no detalhe, mas somente no princípio. Que certas pessoas podem contê-la em si, desde que ignorem o fato. Assim também outras pessoas podem descobrir sua presença nos outros, com a condição de ignorarem seu poder. Que é enquanto se vive que a vida é imortal, enquanto ela está viva. Que a imortalidade não passa de uma questão de mais ou menos tempo, que não se trata de imortalidade, mas de outra coisa ainda ignorada. Que tanto é falso dizer que ela não tem começo nem fim, quanto dizer que começa e acaba com a vida do espírito, uma vez que ela participa do espírito e da busca do vento. Vejam as areias mortas do deserto, o corpo morto das crianças: a imortalidade não passa por eles, pára e os contorna.

DURAS, Marguerite. O amante. Rio de Janeiro: O Globo; São Paulo: Folha de S. Paulo, 2003. p. 86.

Anúncios

About jorgedoprado

Doutorando em Ciência da Informação (UFSC), Mestre em Gestão de Unidades de Informação (UDESC), Bacharel em Biblioteconomia (UDESC). Ver todos os artigos de jorgedoprado

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: