Harry Potter e o Enigma do Príncipe: uma pequena crítica

Os leitores mais assíduos deste blog talvez já tenham se perguntado por que eu ainda não escrevi nada sobre o filme Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Somente um motivo: estive em Rio Negrinho no dia da estreia e só pude assistir terça-feira que passou. Portanto, aqui vão as minhas impressões. Declaro a você, potteriano, que ainda não assistiu ao filme, pare a leitura deste post por aqui, porque não evitarei o uso de spoilers.

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O sexto filme começa muito bem. Bastante diferente dos demais, mas também diferente demais do que é proposto no livro (que eu reli em Rio Negrinho para dar uma lembrada no enredo). A forma como David Yates retratou o medo que os trouxas sentem por aquilo que não sabem ao certo o que é, ficou muito boa. Já de início somos banhados em efeitos especiais muito bem montados.

Infelizmente, não colocaram a importantíssima passagem na qual Dumbledore vai buscar Harry na casa dos Dursley, que explica a maioridade que ele atingirá aos 17 anos e o feitiço que há na casa que será desfeito, bem como a herança deixada por Sirius Black. No filme, Dumbledore encontra Harry na saída de um bar. Aliás, a cena do bar mostra que a fraquia Potter cresceu junto com seus fãs, não é mais infanto-juvenil.

Após esse início de filme, alguns detalhes ficaram de fora, por exemplo o socorro que Tonks dá a Harry no Expresso de Hogwarts. Minutos depois somos apresentados à maravilhosa loja dos irmãos Weasley, às boas-vindas de Dumbledore e sua explicação de ter tantos aurores em Hogwarts e a aula na qual Harry ganha o livro do Príncipe Mestiço e consegue a poção Felix Felicis (essa cena ficou muito boa!).

Não quero ficar escrevendo o que acontece minuto a minuto no filme, portanto adiantou-me. Repito: o medo que assola o mundo dos bruxos foi muito bem construído no filme e isso fica presente nas duas horas e trinta e três minutos. Só que teve uma falha e não sou o primeiro a dizer isso: quem não assistiu aos outros filmes, ou que não tenha lido os livros anteriores, não entenderá tão bem assim. O sexto filme é o único que não pode ser assistido como mais um filme, sem levar em consideração que faz parte de uma série. Ele tem muitos detalhes que foram apresentados antes, principalmente de Harry Potter e a Câmara Secreta.

O final? Bem, o final é muito discutível. A cena da caverna foi ótima, com efeitos incríveis (comparáveis aos de O Senhor dos Anéis). Só que na morte de Dumbledore, deixou a desejar. Não tem Harry petrificado, não tem luta de Ordem da Fênix vs Comensais da Morte, não tem lutas de varinhas. E o que mais faltou foi o funeral de Dumbledore. Poderiam ter retirado algumas cenas inúteis de Draco Malfoy na Sala Precisa e encaixar o funeral de Dumbledore, que no livro, é algo fantástico, lindo de se ler.

 

Eu poderia ficar a tarde toda aqui escrevendo, mas não posso. Resta esperar até o ano que vem, pela primeira parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte.


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About jorgedoprado

Doutorando em Ciência da Informação (UFSC), Mestre em Gestão de Unidades de Informação (UDESC), Bacharel em Biblioteconomia (UDESC). Ver todos os artigos de jorgedoprado

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