Tag Archives: crítica

O previsível filme “Eclipse”

Voltei do cinema agora, fui assistir ao terceiro filme da aclamada (não por mim) saga Crepúsculo, Eclipse.

Eu não esperava nada pelo filme desde que li o livro ano passado. Já comentei aqui no blog o que acho sobre esta saga e não vou repetir por medo de levar comentários altamente perigosos por parte de fãs que infortuitamente passam por aqui (rs).

Na literatura há muito de uma receita de enredo que eu não gosto: da mocinha triste que se descabela pelo bonitão e no fim eles vivem juntos para sempre. Esparsas obras é que se diferenciam um pouco, mas é difícil encontrá-las.

Com Eclipse é assim, com todo o sofrimento de Bella Swan, que é interpretada por uma guria que ora vai bem, ora fracassa totalmente em sua atuação. Pattinson foi bem como Cedric Diggory e iria bem também nesta saga, mas não gosto do esforço que ele faz ao modificar a sua voz, querendo ser mais hétero ou coisa do tipo. O Lautner ainda precisa ser lapidado o cérebro, não somente o corpo.

Assim como no livro, Eclipse tem uma trama muito mais perigosa, cheia de ação. No filme, isso ficou muito claro com a perfeita atuação da atriz que faz Victoire, ela realmente consegue passar um medo. Mesmo com mais ação, ainda assim achei que ele seguiu a mesma forma dos filmes anteriores: Edward se prepara para um luta de gran finale e ao mesmo tempo tenta esconder Bella, enquanto sua família vai se preparando e tal. A luta deste filme foi muito bem elaborada, mas eu colocaria alguém importante para morrer. Uma boa história imita a vida e nem sempre o bonzinho sai ganhando.

Finalizando, o filme é muito previsível, com aquelas tediosas falas de diário da Bella. A trilha sonora novamente salva, assim com em Lua Nova. Agora preciso ler o último volume da saga e quando o fizer, novamente passarei por aqui.

Anúncios

Harry Potter e o Enigma do Príncipe: uma pequena crítica

Os leitores mais assíduos deste blog talvez já tenham se perguntado por que eu ainda não escrevi nada sobre o filme Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Somente um motivo: estive em Rio Negrinho no dia da estreia e só pude assistir terça-feira que passou. Portanto, aqui vão as minhas impressões. Declaro a você, potteriano, que ainda não assistiu ao filme, pare a leitura deste post por aqui, porque não evitarei o uso de spoilers.

hp6

O sexto filme começa muito bem. Bastante diferente dos demais, mas também diferente demais do que é proposto no livro (que eu reli em Rio Negrinho para dar uma lembrada no enredo). A forma como David Yates retratou o medo que os trouxas sentem por aquilo que não sabem ao certo o que é, ficou muito boa. Já de início somos banhados em efeitos especiais muito bem montados.

Infelizmente, não colocaram a importantíssima passagem na qual Dumbledore vai buscar Harry na casa dos Dursley, que explica a maioridade que ele atingirá aos 17 anos e o feitiço que há na casa que será desfeito, bem como a herança deixada por Sirius Black. No filme, Dumbledore encontra Harry na saída de um bar. Aliás, a cena do bar mostra que a fraquia Potter cresceu junto com seus fãs, não é mais infanto-juvenil.

Após esse início de filme, alguns detalhes ficaram de fora, por exemplo o socorro que Tonks dá a Harry no Expresso de Hogwarts. Minutos depois somos apresentados à maravilhosa loja dos irmãos Weasley, às boas-vindas de Dumbledore e sua explicação de ter tantos aurores em Hogwarts e a aula na qual Harry ganha o livro do Príncipe Mestiço e consegue a poção Felix Felicis (essa cena ficou muito boa!).

Não quero ficar escrevendo o que acontece minuto a minuto no filme, portanto adiantou-me. Repito: o medo que assola o mundo dos bruxos foi muito bem construído no filme e isso fica presente nas duas horas e trinta e três minutos. Só que teve uma falha e não sou o primeiro a dizer isso: quem não assistiu aos outros filmes, ou que não tenha lido os livros anteriores, não entenderá tão bem assim. O sexto filme é o único que não pode ser assistido como mais um filme, sem levar em consideração que faz parte de uma série. Ele tem muitos detalhes que foram apresentados antes, principalmente de Harry Potter e a Câmara Secreta.

O final? Bem, o final é muito discutível. A cena da caverna foi ótima, com efeitos incríveis (comparáveis aos de O Senhor dos Anéis). Só que na morte de Dumbledore, deixou a desejar. Não tem Harry petrificado, não tem luta de Ordem da Fênix vs Comensais da Morte, não tem lutas de varinhas. E o que mais faltou foi o funeral de Dumbledore. Poderiam ter retirado algumas cenas inúteis de Draco Malfoy na Sala Precisa e encaixar o funeral de Dumbledore, que no livro, é algo fantástico, lindo de se ler.

 

Eu poderia ficar a tarde toda aqui escrevendo, mas não posso. Resta esperar até o ano que vem, pela primeira parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte.



Férias e a perspectiva da literatura para 2009

Férias para mim sempre foi sinônimo de muita leitura. Ano passado por exemplo, nos meses de dezembro e janeiro, cheguei a ler 23 títulos. Infelizmente, não posso dizer o mesmo deste ano. Como fui aprovado em Letras Português na Universidade Federal de Santa Catarina, agora tenho de procurar uma casa. Faço quase que o impossível na internet à procura de moradia barata, segura, de preferência mobiliada e próxima à UFSC ou à UDESC. Muita gente procurando e isso tem me tomado um bom tempo da leitura.

Concomitante a isso, tenho dois concursos literários e preciso separar alguns textos que poderiam vir a ganhar, na minha concepção. Quis também assistir a alguns filmes e mais algumas horas também se foram. Meus pais passaram o réveillon no norte do Paraná, eis um motivo a mais: cuidar e limpar a casa. Tenho um projeto para a Austrália, mas já está quase finalizado.

No momento, estou ainda no meu terceiro título. Nestas férias li “Fora de órbita” (Woody Allen), “O jogo do anjo” (Zafón) e atualmente estou com um do Saramago, “O Homem Duplicado”.

Finalmente desisti de montar um banco de dados para os meus livros e resolvi baixar um da internet. O programa tem boas funcionalidades, agora basta cadastrar sinopse, ISBN, tags, autor, ano, número de páginas, foto do livro e por aí vai… Vai levar um bom tempo até cadastrar os 200 livros que tenho.

 

Mas e qual será a perspectiva da literatura para 2009? Saímos do ano de Machado, Graciliano e entramos para qual? Quem terá a sua morte comemorada? Quanto à literatura mundial, ainda acho que a fórmula romance-país diferente-sofrimento será a constante (o que é uma pena). O “povão” gostou de romances como A Cidade do Sol, A Distância Entre Nós, O Guardião de Memórias, mas também teve um pouco de fantasia, como nos livros de Stephenie Meyer (Crepúsculo, Lua Nova e o recente Eclipse). Tiveram muitas reedições de grandes títulos (Irmãos Kamazóv e Dom Quixote), principalmente relacionados ao Machado de Assis, sem falar nos inúmeros que apareceram somente para falar dele.  Mas chega de falar de 2008… Creio que em 2009 a originalidade ganhará espaço. Foi assim com Markuz Zusak, que sobressaiu-se muito bem em meio a romances melosos que estavam pipocando pelos cantos do mundo. Claro que as garotinhas sedentas por vampiros não deixarão Stephenie Meyer de lado, já que sairá a tradução de mais dois livros dela no Brasil. Bom, desisto… 2009 ainda é um enigma para mim! Você consegue decifrá-lo?


O que é escrever bem, afinal?

Foi a primeira pergunta que me fiz após ter saído  da premiação do 5º Prêmio Joinville de Expressão Literária.

O que é escrever bem?

É colocar umas palavras de pouco uso, que somente o dicionário sabe do significado?

Para mim, sinceramente não! Estamos em uma fase em que jovens escritores (agora eu não estou dizendo NADA influenciado pelo concurso) buscam muito pela perfeição, isso os atrasa e muitas vezes a perfeição vem com a naturalidade.
Rubens da Cunha disse em uma oficina literária que devemos usar mais substantivos do que adjetivos e advérbios. E concordo com ele: o escritor precisa dominar essas classes de palavras, precisa saber o que realmente elas significam e o que poderiam vir a signficar.

Escrever é um tema polêmico. Modos de escrever e saber respeitá-los é mais ainda. Em uma época em que tantos escritores são descobertos, tantos livros estão na listas dos mais vendidos, mas muitas vezes estão lá somente por causa do dinheiro, não estão por causa de seu valor literário; debater esta polêmica é fundamental.


Vampiros à solta

Hoje terminei de ler Crepúsculo, de Stephenie Meyer. Eu já estava preparado que não poderia esperar muito do livro. E estava correto. Até a metade do livro, já estava enjoado da escrita de Meyer. Faltam muitos recursos literários e ela causa erros fatais, como “certeza absoluta”; claro que pode ser erro da tradutora, mas ainda assim é um erro.

Percebi também que todos os capítulos começam com o mesmo recurso estilístico: Bella Swan fazendo um comentário sobre a vida dela e toda a reviravolta que teve após conhecer Edward Cullen. Narrado em primeira pessoa, o primeiro volume da série (que é composta por Lua Nova, Eclipse e Breaking Dawn) tem muitas passagens um tanto quanto shakesperianas, que são confirmadas pela autora já no início. Ela passa longe, porém, de ter o tom amoroso de Willian e erra ao demosntrar o amor de Bella por Edward sempre da mesma maneira: como este amor pode acabar com a vida dela, suspiros gélidos que arrepiam o pescoço e por aí vai.

Ainda assim, com um romance fraquinho, Stephenie tem uma carta na manga: seus vampiros tem poderes incríveis, mas ainda não é isso que é o fantástico, mas sim o modo como eles adquiriram estes poderes. Antes de tornarem-se vampiros, Edward, Alice, Carlisle, Esmett e outros, eram humanos, claro. E como qualquer humano, algumas sensações têm mais destaque. É o caso de Jasper, que quando humano percebia facilmente quando as pessoas estavam tristes, magoadas, apavoradas, felizes, com medo… Depois de ser mordido, Jasper ganhou o poder (ou será que aperfeiçoou o seu “dom”?) de mudar as sensações das pessoas de acordo com a situação.

Espero que não tenha magoado alguém (principalmente alguma menina, já que a maioria dos fãs é feminina), mas não gostei mesmo deste livro. Ano que vem, mesmo assim, lerei o volume dois. Quem sabe Stephenie tenha amadurecido sua escrita.


Final de semana à la Marvel

Há algum tempo já estava sem passar na locadora perto de casa. Neste final de semana o jejum acabaria. Assisti The Incredible Hulk, Iron Man e The Spiderwick Chronicles (o único que não é da Marvel).
Os três são filmes para arrecadar dinheiro, não fazem parte do time cult que querem lhe passar alguma coisa. Mas como eu precisava de algo para esparecer, fiquei com os filmes de ficção e fantasia mesmo.

 

Iron Man, dirigido por Jon Fraveau, representa um pouco do comércio armamentista do mundo, principalmente o dos EUA. Tem bons efeitos visuais, uma trama simples. No final, após os créditos, podemos perceber que o longa terá continuação. Um homem aparece para Tony Stark dizendo que ele não é o único herói e que fora convocado para uma missão. Só isso. Agora é só esperar para ver. P.S.: Liv Tyler está maravilhosa neste filme, como sempre.

 

 

 

Outra superprodução dos animes da Marvel, The Incredible Hulk caiu melhor no meu conceito. A grande cartada foi começar o filme na Favela da Rocinha e com os vinte primeiros minutos em Português. A fuga por todas as vielas da favela é de tirar o fôlego e a transformação em Hulk é de arrepiar. Já no início podemos assimilar que as armas usadas pelo exército norte-americano são fabricadas pelas Indústrias Stark, a mesma de Tony Stark, o Homem de Ferro. Eu não sei se isso tem a ver mesmo nas histórias em quadrinhos da Marvel, mas foi bem interessante entrelaçar as histórias. No final do filme, quem aparece? Tony Stark. Chega dizendo para Bruce Banner que irá curá-lo. Eis uma continuação mesclada?

 

Totalmente diferente dos filmes acima, The Chronicles Spiderwick é uma mera fantasia. Os efeitos especiais e visuais são ótimos, foi bem escrito, tem um clima nostálgico e encantador. Falha, porém, ao querer reproduzir detalhes de grandes produções como Harry Potter e O Senhor dos Anéis. Mas mesmo assim, é um bom filme.