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Um livro sobre vidas

Hoje terminei de ler, na Livraria Saraiva, meu quarto livro por inteiro dentro da livraria. Conversa sobre o tempo é um livro cheio de perguntas, com suas respectivas respostas. Arthur Dapieve realiza uma gostosa conversa de quatro dias, em um sítio, com Luis Fernando Verissimo e Zuenir Ventura, dois nomes importantes em diferentes ramos literários do nosso país, o humor e o jornalístico.

O livro é dividido em quatro itens: Amigos, Paixões, Política e Morte. Encontramos várias citações de grandes autores, cineastas, políticos e lemos experiências incríveis desses dois gênios que têm belíssimas e curiosíssimas histórias para contar.

P.S.: Verissimo diz no último item do livro, “Morte”, que por complicações de saúde não pode comer doces. Ele não disse isso quando esteve em Rio Negrinho e esbaldou-se numa torta de maçã. ^^


O mundo é bárbaro

Eis o último livro do Luis Fernando Verissimo. Achava que ainda não era o tempo de comprá-lo, esperar o tempo passar; mas não resisti numa Feira do Livro que fui aqui na cidade. Não queria comprar e saí com dois títulos e mais um reservado na livraria!

O mundo é barbaro – e o que nós temos a ver com isso tem um tom mais sério. Não pdoeria ser super engraçado falando de Barack Obama, China, aquecimento global, enfim, não poderia ser engraçado falando do mundo. Ainda há, porém, os vestígios de humor que só o Verissimo tem.

Para quem ficou com água na boca, aqui vai um pedacinho:

No filme O Exterminador do Futuro um schwarzengger [isso mesmo, com minúscula] é mandado ao passado para matar a mãe de um líder revolucionário que está incomodando o governo. Matar o inimgo pela raiz, por assim dizer. A lógica é inatacável: se não nascer no passado, o problema não existirá no futuro. Muita gente já deve ter imaginado o que faria se tivesse o mesmo poder de voltar atrás para alterar um detalhe, refazer uma escolha, corrigir uma bobagem e mudar a sua vida. Há quem diga que a primeira tarefa do hipotético exterminador deveria ser voltar 508 ano, se postar na praia e, à aproximação dos barcos de Cabral, começar a agitar os braços e gritar ‘Não! Não!'”


Um encontro com Verissimo

Hoje, ao reler os e-mails que troquei com assessores, jornalistas, fãs e com o próprio Luis Fernando Verissimo, somente hoje, pude sentir a imensidão da Feira do Livro que Rio Negrinho abrigou, mais especificamente o Colégio Cenecista São José, onde trabalho há quase dois anos.

Foi em março que consegui os contatos do maior escritor de humor do Brasil. Primeiro os telefones de sua agência e o da casa. Depois o e-mail. Lembro que somente eu queria uma feira diferente, com algo diferente. Foi muito difícil me conter quando consegui a primeira resposta do próprio. Naquela tarde, quando conversei com os coordenadores sobre a proeza, parece que o tempo parara, nada do que eu faria pelo resto do dia se igualaria àquele e-mail. E o medo? Medo de que tudo não passasse de um trote, medo de que tudo saísse pela culatra.

Quando junho chegou e mais especificamente os dias da feira, 26 e 27, dormir bem para mim não fazia parte de minha rotina. Estava MUITO ansioso! O escritor que eu tanto li e reli estaria aqui, em Rio Negrinho. As mentes literárias mais famosas da região também se fariam presentes.

   

O espaço da Feira estava lindo! Fora os percalços, que fazem parte sempre do espetáculo, tudo saiu como imaginei: a praça de leitura, o espaço na Câmara de Vereadores para a “Mesa Redonda com o Verissimo” saiu mais que perfeito. Fora o que eu não planejei: o maravilhoso café, logo após a sua chegada. Nunca me esquecerei deste momento onde ele me cumprimentou e disse: “- Nossa Jorge, pensei que você teria 50 anos. O jeito que você escreve é de um professor de literatura de meia-idade!”. Isso me arrepiou. E a esposa dele então, uma pessoa queridíssima, super simples e carismática, D. Lucia Verissimo.

       

O jantar foi outro momento único. Depois de uma noite cansativa, mas proveitosa, fomos a um restaurante da região (eleito um dos melhores pela revista Veja). A comida estupendamente saborosa, o ambiente agradabilíssimo.

No outro dia, os autógrafos e a despedida. Um sonho que eu planejara em quatro meses estava prestes a terminar.

  

Não há um dia em que não me lembre destes momentos. As conversas ainda estão frescas em minha mente. Os parabéns ainda soam. E o sentimento de que tudo pareceu um sonho, perdura.


Meu ápice

Ter trazido Luis Fernando Verissimo para Rio Negrinho foi realmente um ápice.

O ápice de meus serviços aqui para este colégio.

Fez parte de um sonho, claro. E agora, que consegui realizá-lo, preciso guardar a receita, para que no futuro eu consiga mais destas proezas.

 


Encontre a pessoa errada

Pensando bem em tudo o que a gente vê e vivencia
e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.
Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa faz tudo certinho!
Chega na hora certa, fala as coisas certas,
faz as coisas certas, mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça, perder a hora, morrer de amor…
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
que é pra na hora que vocês se encontrarem
a entrega ser muito mais verdadeira.
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.
Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas.
Essa pessoa vai tirar seu sono.
Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão.
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você.
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo,
porque a vida não é certa.
Nada aqui é certo!
O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,
querendo,conseguindo…
E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: “Graças à Deus deu tudo certo”
Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra
gente…

 

(Luis F. Verissimo)